Trematódeos emergentes de moluscos dulciaquícolas coletados em valas, no município de Peruíbe, estado de São Paulo, Brasil

  • Nayla de Jesus Zanella Carramão Superintendência de Controle de Endemias, Programa de Aprimoramento Profissional, Centro Regional de São Vicente, Laboratório de Malacologia, São Vicente, São Paulo, Brasil http://orcid.org/0000-0002-4063-0192
  • Marisa Cristina de Almeida Guimarães Superintendência de Controle de Endemias, Centro Regional de São Vicente, Laboratório de Malacologia, São Vicente, São Paulo, Brasil http://orcid.org/0000-0002-2474-0279
Palavras-chave: Cercárias, Moluscos, Esquistossomose, Trematódeos

Resumo

RESUMO

OBJETIVOS:

Identificar moluscos dulciaquícolas e larvas de trematódeos oriundos de valas de drenagem no município de Peruíbe, estado de São Paulo, Brasil, e descrever a morfologia das larvas emergidas.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Moluscos foram coletados em 53 valas. No laboratório, procedeu-se à identificação morfológica dos espécimes e pesquisas parasitológicas para determinação e descrição morfológica das larvas.

RESULTADOS:

Foram coletados 5.969 moluscos pertencentes às famílias Planorbidae, Lymnaeidae, Physidae, Thiaridae e Ampullariidae. Os exames parasitológicos revelaram nove formas larvais correspondentes a sete morfotipos: xifidiocercária, equinocercária, estrigeocercária, distoma brevifurcada faringeada, distoma brevifurcada afaringeada, pleurolofocercária e anfistomocercária. A espécie Biomphalaria tenagophila (d'Orbigny, 1835) foi suscetível a oito cercárias das nove encontradas; e seis exemplares de moluscos estavam parasitados por larvas de Schistosoma mansoni Sambon, 1907.

CONCLUSÃO:

É fundamental estabelecer programas de controle e vigilância malacológica em áreas vulneráveis quando moluscos hospedeiros intermediários de parasitas de importância médica e veterinária colonizam esses ambientes, sendo especialmente importante quando esses moluscos estão infectados com larvas de S. mansoni.

Publicado
2021-01-19
Seção
Artigo Original