Fungos anemófilos isolados de bibliotecas de instituições de ensino da Região Nordeste do Brasil

Palavras-chave: Fungos, Contagem de Colônia Microbiana, Bibliotecas

Resumo

RESUMO

INTRODUÇÃO:

Estudos sobre micobiota anemófila de bibliotecas evidenciam ampla variedade de fungos, incluindo aqueles potencialmente patogênicos, oferecendo risco ocupacional e manifestações alérgicas a seus frequentadores.

OBJETIVO:

Avaliar a ocorrência de fungos anemófilos em bibliotecas de instituições de ensino da educação básica e superior da cidade de Maceió, estado de Alagoas, Brasil.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Amostras do ambiente foram obtidas a partir da exposição de 55 placas de Petri contendo ágar Sabouraud com cloranfenicol em três bibliotecas de três instituições de ensino. As colônias fúngicas resultantes foram submetidas à identificação por meio da associação de aspectos macroscópicos e microscópicos, utilizando-se microcultivo. Ensaios fenotípicos complementares também foram utilizados. RESULTADOS: Das 55 amostras analisadas, foram obtidas 351 unidades formadoras de colônias (UFC), das quais 331 (94,3%) corresponderam a fungos filamentosos e 20 (5,7%) a leveduriformes. As espécies de fungos filamentosos mais frequentes foram Penicillium sp., Cladosporium sp., Alternaria sp., Aspergillus sp. e Curvularia sp., destacando-se maior predomínio de Penicillium sp. em uma biblioteca cujo ambiente não era climatizado, com 80 (22,7%) UFC.

CONCLUSÃO:

Os resultados deste estudo evidenciam ampla variedade de fungos com potencial patogênico e toxigênico, que podem desencadear processos alérgicos, ratificando assim a importância do estabelecimento de protocolos de higiene e de desinfecção nesse tipo de ambiente.

Publicado
2021-01-20
Seção
Artigo Original