Soropositividade e fatores de risco associados à infecção por Toxoplasma gondii em pacientes atendidos no Laboratório Municipal de Oriximiná, estado do Pará, Brasil

  • Raissa Cristina Ferreira Ramos Universidade Federal Fluminense, Instituto Biomédico, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz, Laboratório de Toxoplasmose e Outras Protozooses, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil http://orcid.org/0000-0002-5848-7435
  • João Joo Pedro Siqueira Palmer Universidade Federal Fluminense, Instituto Biomédico, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil http://orcid.org/0000-0001-7716-2743
  • Laís Verdan Dib Universidade Federal Fluminense, Instituto Biomédico, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz, Laboratório de Toxoplasmose e Outras Protozooses, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil http://orcid.org/0000-0001-9694-9453
  • Lucas Fernandes Lobão Universidade Federal Fluminense, Instituto Biomédico, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil http://orcid.org/0000-0003-0965-779X
  • Jessica Lima Pinheiro Universidade Federal Fluminense, Instituto Biomédico, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil http://orcid.org/0000-0001-9131-7588
  • Claudijane Ramos dos Santos Universidade Federal Fluminense, Instituto Biomédico, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil http://orcid.org/0000-0002-4092-3358
  • Claudia Maria Antunes Uchôa Universidade Federal Fluminense, Instituto Biomédico, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil http://orcid.org/0000-0001-7616-4560
  • Otilio Machado Pereira Bastos Universidade Federal Fluminense, Instituto Biomédico, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil http://orcid.org/0000-0002-6357-2618
  • Hirdes Pereira da Silva, Júnior Laboratório Municipal de Oriximiná, Oriximiná, Pará, Brasil http://orcid.org/0000-0001-6830-3030
  • Ana Beatriz Monteiro Fonseca Universidade Federal Fluminense, Instituto de Matemática e Estatística, Departamento de Estatística, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil http://orcid.org/0000-0003-2851-2780
  • Maria Regina Reis Amendoeira Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz, Laboratório de Toxoplasmose e Outras Protozooses, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil http://orcid.org/0000-0002-0867-1445
  • Alynne da Silva Barbosa Universidade Federal Fluminense, Instituto Biomédico, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz, Laboratório de Toxoplasmose e Outras Protozooses, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil http://orcid.org/0000-0002-5007-1339
Palavras-chave: Toxoplasmose, Diagnóstico, Sorologia, Fator de Risco

Resumo

RESUMO

OBJETIVOS:

Avaliar a frequência de anticorpos anti-Toxoplasma gondii e os fatores de risco inerentes à infecção por esse parasito; e comparar técnicas de diagnóstico sorológico em pacientes atendidos no Laboratório Municipal de Oriximiná, estado do Pará, Brasil.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Foram coletadas amostras de soro dos pacientes, além de informações socioeconômicas e ambientais via aplicação de formulário. As amostras de soro dos pacientes foram submetidas à pesquisa de anticorpos IgM e IgG, por meio de ensaio imunoenzimático (ELISA) indireto e reação de imunofluorescência indireta (RIFI).

RESULTADOS:

Das 521 amostras coletadas, a frequência de soropositivos para T. gondii foi de 68,7%. Em 51%, foram evidenciados somente anticorpos IgG e, em 17,7%, anticorpos IgG/IgM, perfil compatível com infecção aguda. Concordância quase perfeita entre ELISA e RIFI foi verificada na pesquisa de IgG (Kappa = 0,84). Na análise univariada, as variáveis significativamente associadas à positividade para T. gondii foram: faixa etária, consumo de folhas e hortaliças, resultado prévio positivo, ocorrência de aborto e presença de gato no domicílio. Já pela regressão logística, identificou-se que maior faixa etária, presença de gatos como animais de estimação e menor faixa de renda foram fatores que apresentaram maior risco à infecção por T. gondii.

CONCLUSÃO:

Foi evidenciada a elevada frequência de pacientes soropositivos para T. gondii atendidos no Laboratório Municipal de Oriximiná, bem como a falta de concordância em 100% entre RIFI e ELISA, demonstrando-se a necessidade de se utilizar mais de uma técnica laboratorial para a detecção de anticorpos anti-T. gondii.

Publicado
2021-01-19
Seção
Artigo Original