Doença de Chagas aguda no estado do Pará, Brasil: série histórica de aspectos clínicos e epidemiológico em três municípios, no período de 2007 a 2015

Palavras-chave: Doença de Chagas, Epidemiologia Descritiva, Doenças Negligenciadas, Indicador de Saúde

Resumo

RESUMO

OBJETIVO:

Analisar o perfil clínico e epidemiológico da doença de Chagas aguda nos municípios de Belém, Abaetetuba e Breves, estado do Pará, Brasil, de 2007 a 2015.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Foram analisados 696 casos, a partir de dados coletados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, e aplicados testes estatísticos, por meio do software BioEstat.

RESULTADOS:

Dos 696 investigados, 35,63% eram provenientes de Abaetetuba, 40,66% de Belém e 23,71% de Breves. A faixa etária de 30 a 59 anos foi a mais prevalente, sendo 35,89% em Abaetetuba e 53,71% em Belém; diferentemente, em Breves, 32,73% tinham entre 0 e 14 anos de idade. Os homens acometidos representaram 51,61% em Abaetetuba, 49,47% em Belém e 56,36% em Breves. A área urbana registrou 56,45% dos casos em Abaetetuba e 96,11% em Belém; e, na zona rural de Breves, residiam 66,06% dos casos. A taxa de letalidade foi de 1,49%. A via de transmissão mais frequente foi a oral (82,33%). A febre e a astenia estiveram presentes em acima de 75% dos registros. A curva epidêmica da sazonalidade da doença foi marcante entre os meses de julho e novembro, e a incidência foi mais expressiva em Breves, sendo observadas duas ondas epidêmicas: uma em 2009 (27,98/100.000 habitantes) e outra em 2015 (63,38/100.000 habitantes).

CONCLUSÃO:

A relevância epidemiológica da doença de Chagas aguda e sua importância para a saúde pública são justificadas pelo potencial epidêmico do parasita, o que exige a organização de serviços de saúde, atividades de prevenção e controle da doença.

Publicado
2020-03-10
Seção
Artigo Original