Perfil epidemiológico e distribuição espacial dos casos de síndrome cardiopulmonar por hantavírus no Estado do Pará, Brasil, entre 1995 e 2012

  • Weber Marcos Universidade do Estado do Pará, Laboratório de Geoprocessamento de Dados Epidemiológicos, Belém, Pará, Brasil
  • Alcinês da Silva Sousa Junior Universidade do Estado do Pará, Laboratório de Geoprocessamento de Dados Epidemiológicos, Belém, Pará, Brasil
  • Mauro Wendel de Souza Matos Universidade do Estado do Pará, Laboratório de Geoprocessamento de Dados Epidemiológicos, Belém, Pará, Brasil
  • Sheila Cristina Martins e Silva Universidade do Estado do Pará, Laboratório de Geoprocessamento de Dados Epidemiológicos, Belém, Pará, Brasil
  • Nelson Veiga Gonçalves Universidade Federal Rural da Amazônia, Belém, Pará, Brasil
  • Elizabeth Salbé Travassos da Rosa Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas, Ananindeua, Pará, Brasil
Palavras-chave: Infecção por Hantavírus, Vigilância Epidemiológica, Síndrome Pulmonar por Hantavírus

Resumo

OBJETIVO:

Descrever o perfil epidemiológico da hantavirose no Estado do Pará, Brasil, pela análise dos casos comprovados de síndrome cardiopulmonar por hantavírus, no período de 1995 a 2012.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Estudo descritivo, ecológico e transversal, utilizando dados secundários de casos confirmados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação/Pará entre 1995 e 2012. Foram analisadas variáveis demográficas, geográficas e temporais, atributos de oportunidade, sensibilidade e qualidade dos dados; e calculados indicadores epidemiológicos de taxa de prevalência, letalidade, mortalidade e análise de distribuição dos casos.

RESULTADOS:

O Pará teve 235 casos notificados, dos quais 77 positivos; houve 33 óbitos, sendo a taxa de letalidade de 42,9%. Foram mais afetados homens (77,9%), pardos (44,2%), pessoas sem o ensino fundamental (54,5%) e com idade entre 21 e 30 anos (33,7%). O sintoma mais apresentado foi febre. A hemoconcentração (47,2%) e o infiltrado pulmonar difuso (45,4%) foram as alterações laboratoriais e radiológicas mais encontradas. Os trabalhos agrícolas e limpeza de cômodos foram situações de risco mais relatadas. Foram notificados casos durante todo o ano. A análise de distribuição espacial dos casos mostrou a concentração de casos com locais prováveis de infecção na região oeste do Pará.

CONCLUSÃO:

São necessárias ações de investigação epidemiológica e ecoepidemiológica dos casos no Estado do Pará, assim como treinamento e atualização dos profissionais de saúde que atendem nas urgências e emergências hospitalares.

Publicado
2020-05-06
Seção
Artigo Original