Epidemiologia molecular de cepas de rinovírus humano circulantes na Cidade de Belém, Estado do Pará, Brasil

  • Stéphany Teixeira Lima Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Virologia, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Mauro Victor Brabo Vergueiro Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Virologia, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Edivaldo Costa Souza Júnior Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Virologia, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Deimy Lima Ferreira Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Virologia, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Edna Maria Acunã de Souza Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Virologia, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Wyller Alencar de Mello Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Virologia, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Rita Catarina Medeiros Sousa Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Virologia, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Mirleide Cordeiro dos Santos Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Seção de Virologia, Ananindeua, Pará, Brasil
Palavras-chave: Rhinovirus, Síndrome Respiratória Aguda Grave, Variação Genética

Resumo

O rinovírus humano (HRV) é o mais comum entre os agentes virais associados a infecções no trato respiratório superior, sendo reconhecido como o principal patógeno causador de resfriado comum. Com o objetivo de detectar e caracterizar cepas de HRV associadas a casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) na Cidade de Belém, Estado do Pará, Brasil, foram analisadas 224 amostras de pacientes com SRAG atendidos em unidades hospitalares no período de janeiro de 2013 a janeiro de 2014. A análise das amostras foi desenvolvida utilizando-se três etapas principais: a) extração do RNA viral (RNAv); b) amplificação do RNAv pelas técnicas de reação em cadeia mediada pela polimerase precedida de transcrição reversa (RT-PCR) em tempo real e RT-PCR convencional; e c) sequenciamento do genoma viral. Entre as 224 amostras analisadas, 59 (26,3%) foram positivas para HRV; dessas, em 22 foi possível realizar a caracterização das espécies de HRV por sequenciamento, sendo 13 (59%) classificadas como HRV-A, oito (36,3%) como HRV-C; uma foi classificada como enterovírus humano D68 (EV-D68). A distribuição por faixa etária evidenciou que os adultos foram os mais acometidos pelo HRV, representando 45,7% (n = 27) dos casos positivos. Notou-se ainda a grande concentração de casos positivos para o vírus no grupo de 0-4 anos de idade durante o período estudado (n = 23, 39%). Quanto à distribuição mensal do HRV em Belém, foi verificada a circulação predominantemente no primeiro semestre do ano, a qual costuma estar associada ao período de maior pluviosidade na região. Os resultados obtidos expressam uma taxa de infecção por HRV relevante, mostrando que esse vírus é um agente importante no que diz respeito às infecções respiratórias em Belém.

Publicado
2020-05-06
Seção
Artigo Original