Análise bacteriológica de aparelhos celulares em um serviço público de saúde em Belém, estado do Pará, Brasil

Palavras-chave: Telefone Celular, Pessoal de Saúde, Análise Bacteriológica, Antibiograma, Lavagem de Mãos

Resumo

RESUMO

OBJETIVOS:

Realizar a análise bacteriológica de aparelhos celulares da equipe multiprofissional de uma Unidade Municipal de Saúde de Belém, Pará, Brasil; estabelecer o perfil de sensibilidade das espécies encontradas; e avaliar as medidas de higienização adotadas e o nível de conhecimento sobre contaminação microbiana.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Trata-se de um estudo analítico transversal, no qual foram aplicados questionários e coletadas amostras das superfícies e capas dos aparelhos celulares. As amostras foram semeadas nos meios ágar sangue e MacConkey, e a identificação bacteriana ocorreu pela aplicação de provas específicas. Foi realizado o teste de sensibilidade antimicrobiana pelo método de difusão de discos.

RESULTADOS:

Participaram do estudo 38 profissionais. Foram detectadas bactérias em 94,7% dos celulares, predominando espécies Gram-positivas (82,2%) e, dentre essas, 89,1% mostraram-se resistentes à penicilina G. A espécie mais prevalente foi Staphylococcus aureus (51,1%). A maioria dos investigados relatou fazer uso do celular em todos os lugares (97,4%) e durante o atendimento (78,9%), 76,3% compartilhavam com outras pessoas, 68,4% realizavam a lavagem das mãos antes ou após utilizá-lo e antes do atendimento aos pacientes (92,1%) e 39,4% faziam a limpeza mais de uma vez na semana com álcool 70% (57,9%). Além disso, a maioria apresentou um nível de conhecimento satisfatório sobre a contaminação microbiana dos telefones móveis; no entanto, as amostras estavam significativamente contaminadas.

CONCLUSÃO:

Ressalta-se a importância da adoção de medidas corretas de higienização pessoal e dos dispositivos, de modo a reduzir a propagação de bactérias entre os profissionais e os pacientes.

Publicado
2022-01-21
Seção
Artigo Original