Linfoma de Hodgkin: aspectos epidemiológicos e subtipos diagnosticados em um hospital de referência no Estado do Pará, Brasil

  • Talita Antonia Furtado Monteiro Seção de Virologia, Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
  • Maria Vanda Catão Arnaud Departamento de Patologia, Hospital Ophir Loyola, Belém, Pará, Brasil
  • José Luiz Furtado Monteiro Centro Universitário do Estado do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Marcos Rogério Menezes da Costa Núcleo de Medicina Tropical, Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
  • Pedro Fernando da Costa Vasconcelos Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas, Instituto Evandro Chagas/SVS/MS, Ananindeua, Pará, Brasil
Palavras-chave: Linfoma de Hodgkin, Perfil de Saúde, Células de Reed-Sternberg

Resumo

Os linfomas são neoplasias do sistema imunitário com origem em linfócitos B, T ou células natural killer que envolvem os tecidos linfoides que estão associados ao crescimento de massas tumorais. O linfoma de Hodgkin (LH) é uma neoplasia linfoproliferativa caracterizada histopatologicamente pela presença de células neoplásicas com variada morfologia denominadas Reed-Sternberg. O objetivo deste trabalho foi descrever o perfil epidemiológico e subtipos dos LH diagnosticados no período de 1996 a 2005 no Hospital Ophir Loyola em Belém, Estado do Pará, Brasil. Do total, 64,6% (42/65) dos pacientes com LH eram do sexo masculino e 35,4% (23/65) do feminino com faixa etária variando entre 2 e 84 anos. Os subtipos de LH registraram taxas de 50,8% (33/65), 26,2% (17/65), 15,4% (10/65) e 7,6% (5/65) para esclerose nodular, celularidade mista, depleção linfocitária e predominância linfocitária, respectivamente. Os LH, na década do estudo (1996-2005), foram mais expressivos na faixa infanto-juvenil, na qual prevaleceu o subtipo esclerose nodular nas amostras diagnosticadas no Estado do Pará.

Publicado
2018-10-23
Seção
Artigo Original